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Cultura da Aliança é cultura da vida

“Mesmo se a mãe se esquecer de seu filho, Eu jamais te esquecerei. Eu gravei seu nome na palma de minha mão” (Is 49).

 

 

Edso e Luciana Mocelin – Todos nós estamos gravados na palma da mão de Deus. A criança que ainda não nasceu também está gravada na mão de Deus desde a concepção e é chamada por Ele a amar e ser amada, não para ser abortada.

Você, que está lendo este texto, acha que alguém teria o direito de ter lhe tirado do ventre de sua mãe?

Como denunciava São João Paulo II, hoje há uma verdadeira “cultura da morte”. Já não se fala de embrião, feto ou de uma nova vida e sim do corpo da mulher e do direito de fazer com ele o que a mulher quiser. Já não se fala da transmissão da vida, do nascimento de um novo ser escolhido por Deus. Pratica-se o aborto, muitas vezes por “liberdade” da mulher que não quer assumir a “carga” do filho, por egoísmo, por comodidade, por vergonha, para aliviar a consciência…

A criança é o dom de Deus para a família. Cada criança é criada à imagem e semelhança de Deus para grandes coisas, pois faz parte do plano de amor do Pai Eterno. O quinto mandamento da Lei de Deus fala: “Não matarás! (Ex 20,13) Esta lei seria só para não matar os adultos? Por acaso Deus precisaria ter escrito mais claro? “Não matarás ninguém, nem mesmo as crianças inocentes que ainda estão no ventre materno”, justamente onde a criança deveria estar mais protegida.

Direito Natural da Vida

A inquestionável ilicitude (ato imoral) do aborto está no dever de respeitar a vida e no direito à vida de todo o ser humano.

Por isso, não existe para o magistério da Igreja Católica uma questão difícil e complicada para se tratar e, sim, uma questão clara de direito natural da vida. No entanto, é um tema que, pelo menos em muitos países, é tratado, amplamente, na sociedade, chegando-se fazer consultas populares para saber o que a população pensa, como se fôssemos nós os detentores do poder de dizer sim ou não à vida.

Os argumentos utilizados a favor do aborto, na maioria das vezes, não são argumentos científicos, porque não se trata de discussões científicas, mas de intenção de influenciar a opinião pública.

Entende-se por aborto, a expulsão de um feto do seio materno, casual ou propositadamente.

 

O aborto pode ser:

  • Espontâneo: quando as causas que o provocam não dependem em nada da vontade dos homens. É um ato involuntário, natural, logo, não é ilícito.

  • Voluntário: quando é causado pela intervenção humana de maneira intencional e artificial.

O aborto voluntário pode ser:

  • Direto: quando se procura a morte do feto, pela sua expulsão do seio materno. Ele pode ser:
    – provocado como fim: quando o desejo é destruir o feto;
    – provocado como meio: para conseguir outro fim, como por exemplo, a saúde da mãe. Ele é chamado de aborto terapêutico.

  • Indireto: causado como efeito secundário previsto mas não desejado, partiu de uma ação boa. Ex: para curar a mãe de alguma doença grave, são administrados medicamentos necessários que podem ter, como efeito secundário, a morte do feto mas sem a intenção que isto ocorra.

Princípios Morais

É claro que todo aborto direto, mesmo o dito terapêutico, é ilícito, pecado grave que não se pode justificar, por ter como objeto direto a morte de um ser vivo.

Por vezes, é mais difícil aceitar a ilicitude do aborto terapêutico, mas é preciso dizer que o fim bom (salvar a vida de uma mãe) não justifica o ato mau (a morte provocada do feto).

Devemos considerar também que o aparente conflito de direitos (a vida da mãe ou a do filho) se resolve recordando que se deve preservar a vida dos dois por meios lícitos adequados, pois quase sempre se pode evitar o aborto terapêutico com uma adequada assistência pré-natal e com todos os meios que atualmente dispõe a medicina.

É frequente, também, que se confunda o aborto terapêutico com operações cirúrgicas em que acontece um aborto indireto. Ressalva-se, então, a importância de distinguir o aborto direto, sempre ilícito, do aborto indireto, que, com as devidas condições, é lícito.

O aborto direto, ou seja, qualquer ação diretamente mortal para o feto vivo é pecado grave. Matar um ser humano completamente inocente jamais se pode justificar e isso vale para qualquer pessoa que colabore no ato, seja anestesista, enfermeiros, além da pessoa que incentivou a decisão da mãe, aconselhando-a ou conseguindo o dinheiro.

Ainda assim, a misericórdia de Deus é infinita, por isso vale recordar as palavras do Papa Francisco: “Quero reiterar com todas as minhas forças que o aborto é um grave pecado, porque põe fim a uma vida inocente; mas, com igual força, posso e devo afirmar que não existe algum pecado que a misericórdia de Deus não possa alcançar e destruir, quando encontra um coração arrependido que pede para se reconciliar com o Pai. Portanto, cada sacerdote faça-se guia, apoio e conforto no acompanhamento dos penitentes neste caminho de especial reconciliação” (Carta Apostólica Misericordia et misera).

As conseqüências da mentalidade a favor do aborto são inúmeras para a sociedade, pois a vida humana passa a ser algo que depende da vontade de pessoas que se encontram em posição vantajosa. Perde-se a noção que não é o homem que cria a lei moral, ela é definida pela lei divina e não humana.

O Papa Bento XVI, em sua visita ao Brasil, disse: “Cuidado com a liberdade individualizada, na concepção da vida ou na hora da morte”. Ele nos alerta para o conceito de uma consciência meramente individual que nega a natureza do ser humano. A liberdade não é fazer o que quer. A liberdade do homem é dom. Um dom que leva para a realização completa do ser humano em relação a Deus.

Não Somos os Donos da Vida

A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta desde o momento da concepção. “O diagnóstico pré-natal é moralmente lícito desde que respeite a vida e a integridade do embrião. Qualquer atitude contrária que provoque o aborto é crime. Um diagnóstico médico não pode ser como uma sentença de morte para o feto” (Catecismo da Igreja Católica nº 2274). “Um diagnóstico de má formação do cérebro, dos pés, ou qualquer outro problema não pode ser suficiente para se dar uma pena de morte para o embrião”. (Gaudium et spes, 51§3).

Devemos defender o valor sagrado da vida e da pessoa. Nada justifica o aborto, tampouco um filho malformado. Esta vida é sempre uma pessoa humana criada por Deus com um fim transcendente e nós não somos donos desta vida para eliminá-la.

Muitas mães justificam a interrupção da gravidez alegando já terem muitos filhos. Mas por que, então, não matam um dos que está crescido e deixam o outro nascer? O crime é o mesmo.

Qualquer país que aceite o aborto não está ensinando o seu povo a amar, mas a usar de violência para conseguir o que se quer. Para obter a liberação do aborto no país, afrontando a Deus, ao Santo Padre e ao desejo da esmagadora maioria dos brasileiros, muitos afirmam que “o aborto é um problema de saúde pública”. O argumento de que se está protegendo a saúde das mulheres, evitando assim mortes provocadas por abortos clandestinos não convence. Ele faz parte do discurso daqueles que não valorizam a vida e sim a jogam no lixo, como se fosse algo descartável.

Várias manifestações estão acontecendo em todo o país contra esta onda abortista que invadiu o Brasil. Por sermos o maior país católico do mundo, devemos dar o exemplo de ter uma posição totalmente contrária ao aborto. Programas de orientação ao planejamento familiar natural, atendimento às gestantes carentes e apoio psicológico a mulheres que sofreram estupro, entre outras medidas, são soluções viáveis que podem livrar a população da ameaça do aborto.

Muitas pessoas preocupam-se com as crianças da África ou da Índia que morrem de fome. Mas frequentemente estas mesmas pessoas não estão preocupadas com os milhões que estão sendo mortos pela decisão de suas próprias mães. E mais: temos leis que proíbem a destruição de ovos de tartaruga, por exemplo. Isto é crime. Como, então, aceitar a ideia de que a vida de inocentes crianças, que não têm voz para protestar, seja descartada com apoio do governo e consentimento das leis?

A Aliança de Amor nos encoraja

Na força da Aliança de Amor, não sejamos cristãos mornos, tenhamos coragem de defender nossa posição contra o aborto em qualquer ambiente, em qualquer circunstância. Não nos sintamos intimidados por posições contrárias aos nossos valores cristãos. Não neguemos nossa fé e não nos deixemos convencer por ideias abortistas que parecem dar liberdade ao ser humano mas que, na verdade, tiram o que existe de mais sagrado: a filialidade divina e o direito à vida concedida por Deus.

A Aliança que selamos com a Mãe de Deus, no Santuário de Schoenstatt, leva-nos a ser instrumentos a favor da vida, defendendo-a sempre que pudermos. Se precisarmos convencer alguém a não cometer um aborto, se precisarmos defender nossa posição contra a interrupção da vida no ambiente de trabalho, na faculdade, com parentes que não compartilham nossa fé, sabemos que podemos contar com a graça do alto, com a luz e orientação do Espírito Santo e com a proteção da maior de todas as mães, do maior exemplo de maternidade, do Tabernáculo vivo que abrigou o Filho de Deus: Maria.

Que Ela seja o auxílio de todas as mães, em qualquer momento de dúvida, de medo, de intimidação ou de posição contrária ao aborto. O não ao aborto é um dever de toda mãe e um direito de todo filho.

“Deus, o Senhor da vida, confiou ao homem o nobre encargo de preservá-la.Um encargo para ser exercido de maneira condigna com sua condição humana. Por isso, a vida deve ser protegida com o máximo cuidado desde a concepção. O aborto é crime nefasto!” (Gaudium et spes, 51§3)

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